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Depois de atrasos em obras empreiteira resinde contrato

12/03/2013 16:09
 
 
Empresa era responsável pelas obras de três trincheiras localizadas na Perimetral
 
 
 
A partir desta terça-feira (12), a empresa Ster Engenharia não está mais à frente das obras de construção das trincheiras do Verdão, Santa Rosa e Ciríaco Cândia (Corredor Mário Andreazza), localizadas ao longo da Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.
Como o MidiaNews antecipou, os atrasos no cumprimento do cronograma estabelecido em contrato com o Governo do Estado e a possibilidade da não conclusão das obras antes da realização da Copa do Mundo de 2014 fizeram com que a empresa fosse retirada dos canteiros de obras.
O anúncio foi feito na tarde de segunda-feira (11) pelo secretário da Copa, Maurício Guimarães, quando também foi anunciada a saída da empresa Santa Bárbara Engenharia das obras da Arena Pantanal.
“Nós já vínhamos, há algum tempo, com dificuldade de cumprimento de cronograma pela empresa Ster Engenharia. Notificamos a empresa e, agora, estamos fazendo a rescisão contratual. A partir de agora, ela não toca mais essas três obras”, disse Guimarães.
A menos de 460 dias para o início do torneio mundial de futebol, a Secopa diz ter confiança na conclusão das obras.
Agora, o Estado analisa se irá chamar a segunda colocada de cada processo licitatório, se fará contratações emergenciais ou se realizará uma nova licitação (o que demandaria mais tempo).
Apesar de não ter definido o mecanismo que será utilizado, o secretário assegurou que os canteiros terão as atividades retomadas dentro de, no máximo, duas semanas – o que sinaliza a tendência do Governo em realizar contratos de emergência com empresas experientes nesse tipo de obra.
“A contratação emergencial está sendo considerada porque essas obras estão localizadas no entorno da Arena Pantanal e são consideradas fundamentais para a Copa. Elas não podem correr risco nenhum de não estarem prontas para o evento”, explicou o secretário.
O aumento de efetivo e a realização de turnos adicionais para recuperar o tempo perdido com a lentidão das obras também serão ferramentas utilizadas pelo Estado para garantir a conclusão das obras. Hoje, as trincheiras já possuem atrasos no cronograma que variam de 60 a 90 dias.
“Estamos decidindo ainda qual é o mecanismo que iremos utilizar. Mas eu posso assegurar que em 15 dias essas obras estarão com execução plena e retomando o cumprimento do cronograma, inclusive com a nova contratada levando em consideração turnos adicionais, para recuperar esse cronograma. As obras serão entregues no final do ano”, afirmou Guimarães.
 
 
Obras e pagamentos
 
As trincheiras do Santa Rosa e do Verdão fazem parte do pacote de Travessia Urbana – resultado de um convênio fechado entre o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) – e já possuem, respectivamente, 25% e 35% dos trabalhos concluídos, segundo a Secopa.
Já a Trincheira da Círiaco Cândia, por sua vez, já atingiu 65% de conclusão dos trabalhos e integra as obras do Corredor Mário Andreazza.
Segundo Guimarães, a pré-condição para a realização de novas contratações de empresas para finalizarem as obras é que o valor já pago à Ster pelos serviços executados seja excluído do valor global da obra.
“A pré-condição para uma nova contratação é excluir o valor já pago pelos serviços já executados. As últimas medições já estão sendo feitas. Todas as fases já executadas pela Ster Engenharia serão pagas. Já as fases das obras que ainda faltam serem realizadas serão pagas à nova construtora”, explicou.
A Trincheira do Santa Rosa está orçada em R$ 23,3 milhões e, devido aos atrasos, teve o prazo de entrega reajustado para setembro deste ano.
Já a Trincheira do Verdão, que dá acesso ao bairro de mesmo nome, tem um custo global de R$ 19,9 milhões. Antes da saída da Ster, a expectativa da Secopa era de que a empresa concluísse os trabalhos também até setembro deste ano.
Já a “trincheirinha” possui um orçamento total de R$ 5,2 milhões e estava agendada para ser entregue este mês – o que visivelmente não irá ocorrer. A obra é considerada essencial para facilitar o acesso da população à Arena Pantanal.
 
Crise
 
Na última sexta-feira (8), cerca de 200 operários paralisaram as obras das três trincheiras, por medo de sofrerem “calotes” por parte da Ster.
Eles alegavam atraso no pagamento dos salários e demissões sem a realização de acertos trabalhistas. Em protesto, eles bloquearam um trecho da Avenida Miguel Sutil por cerca de 5 horas, deixando o local apenas quando receberam a garantia de pagamento.
 
 
 
 
 
Midianews
 
 

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